Linfoma Anaplásico de Grandes Células associado ao implante mamário (Breast Implant Associated Anaplastic Large Cell Lymphoma – BIA-ALCL)


É uma doença linfoproliferativa muito rara. Apesar de estar associada ao implante de silicone, ele ainda não pode ser considerado um fator risco para a doença.

Aproximadamente 550.000 implantes de mama são colocados anualmente só nos EUA. Se colocarmos todos os registros históricos da doença no mundo, apenas 359 casos foram reportados, destes apenas 139 casos foram relatados na literatura, todos em implantes com superfície texturizada. A grande maioria dos relatos foram registrados na Autrália e Nova Zelandia. Isto mostra que pode haver uma predisposição genética da doença, pois não há relatos em asiáticos ou descendentes de asiáticos. E ainda, apesar de o Brasil ser o segundo maior mercado mundial de implantes mamários, apenas 3 casos foram diagnosticados por aqui (sendo que devido a gravidade da doença quando não tratada, a chance de uma subnotificação é pequena).

Possíveis causas:
Contaminação do implante durante a introdução. Uma bactéria chamada Ralstonia Pickettii foi encontrada frequentemente nos casos relatados da doença, e a texturização da superfície do implante favoreceria a permanência da bactéria no local, levando a uma cronicidade da resposta inflamatória.
Fatores genéticos
A texturização do implante poderia levar a um estimulo crônico de células de defesa do nosso organismo (os macrófagos) que poderia despertar essa doença que é linfoproliferativa (desregula a produção de células de defesa do nosso corpo)

Sintomas:
– O principal sintoma é o inchaço súbito da mama após alguns anos da introdução do implante;
– Aparecimento de liquido (seroma)
– Alteração na forma e tamanho da mama

Tratamento:
Apesar da gravidade da doença, quando adequadamente tratada, a chance de cura é alta. A retirada da prótese com toda a capsula mamária é curativa na maioria dos casos. Das 9 mortes registrada em todo o mundo com essa doença, nenhuma recebeu o tratamento adequado.

É importante enfatizar que todas as pacientes que tem prótese de mama devem fazer um acompanhamento anual com o seu cirurgião plástico. A ALCL é apenas um entre muitos outros problemas relacionados ao implante mamário que quando adequadamente diagnósticado tem resolução completa.

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